Poesia por Maria Esther Torinho Imprimir
Escrito por Administrator   
Dom, 31 de Agosto de 2008 16:23
 rosa
 

    (mid: Hoje - Taiguara) ligue o som

Coração Deserto

   © M. Esther Torinho

Meu coração é sozinho
e vagueia desnudo.
 
É dia e pelo caminho
dispo-me de falsos recatos
e visto-me de sonhos tantos,
de sonhos tamanhos
encanto-me
e vejo-te em mil formatos
e tão benfazejo é esse momento
que em riso se torna meu pranto.
 
Meu coração é vazio
e vagueia desnudo.
 
É noite e no leito macio
dispo-me de falsos pudores
e visto-me de beijos tantos
de beijos tamanhos
assanho-me
e vejo-te em todas as cores
e beijo-te em mil sabores
mas tão solitário é esse momento
que todo o meu riso se veste de pranto.
 
Meu coração é deserto
e vagueia desnudo.

  (do livro Pássaro Migrante - Ed. Writers, 2000)
 

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   Estio

   Após o estio,

  ainda persistem gotas de chuva

  no meu jardim.

  Trazem restos de memórias

  de um passado um tanto distante

  fazendo florir o presente

  com aromas de jasmim.


   Nada será como antes


Amor:
- raio de luz que inaugura um novo dia -
prenúncio de um tempo de paz
que nos conclama
a um novo mundo
e num átimo de segundo
eterniza a efêmera chama
fazendo maior o instante.

Amemos...e nada será como antes.


      De pedregulhos a borboletas

  Em meio a um caminho de pedregulhos

  fez-se a minha caminhada.

  Mesmo assim, em meio a trevas,

  faço dos meus percalços

  do passo em falso

  areias que o vento leva.

  Mergulho no oceano

  me deixo levar pelos raios da lua

  amanheço banhada de sol

  tomo rumos, traço metas

  e me faço girassol

  em meio às borboletas.

 

 

 

Última atualização ( Seg, 26 de Abril de 2010 11:46 )