É dia e pelo caminho dispo-me de falsos recatos e visto-me de sonhos tantos, de sonhos tamanhos encanto-me e vejo-te em mil formatos e tão benfazejo é esse momento que em riso se torna meu pranto.
Meu coração é vazio e vagueia desnudo.
É noite e no leito macio dispo-me de falsos pudores e visto-me de beijos tantos de beijos tamanhos assanho-me e vejo-te em todas as cores e beijo-te em mil sabores mas tão solitário é esse momento que todo o meu riso se veste de pranto.
Meu coração é deserto e vagueia desnudo.
(do livro Pássaro Migrante - Ed. Writers, 2000)
Este site tem a honra de fazer parte do Diretório de Poesia da UNESCO desde Julho/2002.
Estio
Após o estio,
ainda persistem gotas de chuva
no meu jardim.
Trazem restos de memórias
de um passado um tanto distante
fazendo florir o presente
com aromas de jasmim.
Nada será como antes
Amor: - raio de luz que inaugura um novo dia - prenúncio de um tempo de paz que nos conclama a um novo mundo e num átimo de segundo eterniza a efêmera chama fazendo maior o instante.
Amemos...e nada será como antes.
De pedregulhos a borboletas
Em meio a um caminho de pedregulhos
fez-se a minha caminhada.
Mesmo assim, em meio a trevas,
faço dos meus percalços
do passo em falso
areias que o vento leva.
Mergulho no oceano
me deixo levar pelos raios da lua
amanheço banhada de sol
tomo rumos, traço metas
e me faço girassol
em meio às borboletas.
Última atualização ( Seg, 26 de Abril de 2010 11:46 )