afesl-poemas Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   

  

                     AFESL (Academia Feminina Espírito-santnense de Letras)

     (mid: Hino ao amor)   (Ligar o som)         

 

     Rosa - pintura por computador, autoria de M. Esther Torinho

 Cor de rosa   

    (pintura por computador -     autoria de M. Esther Torinho -    todos os direitos reservados)


         

                       Textos/poemas de Acadêmicas:

                      sem título

       Maria das Graças Silva Neves

Luar no topo da montanha.
Horas santas - os sinos repicam. 
na mata virgem - terra molhada.
Raízes exalam cheiro de mato.

      Nos poros dos caules
    o perfume da esperança. 
      Entrego-me à vida.
         Libertação!

            (do livro Viveiro do Silêncio)

ILHA DO MEL

 Maria Filina Sales de Sá de Miranda

Das ondas do mar
o som, em espumas
acorda os sentidos
que em gemidos
sugerem o amor.
A ilha do mel
tem gosto de beijo,
tem cheiro de flores,
embala os amores,
desperta suspiros,
nas curvas das praias
que, tão sinuosas,
parecem sereias
deitadas na areia
da ilha encantada.

 (Fonte: Poetas Capixabas - http://www.poetas.capixabas.nom.br/)

 

Primavera

    - Wanda Maria Alkmin

Quisera encontrar-te agora

nessa primavera

e deixar-te provar o mel

que só é destinado à abelha-rainha.

Ah...zangão de minha vida,

sei que ao amar-me morrerás...

Mas em algum tempo,

em outra primavera,

nos reencontraremos...

Procures por uma vérbera,

ali,

tu me perceberás...


          Faces e Disfarces

                  - Josina Nunes Drummond (Jô Drummond)

          Traço retraço

       Formas Disformes

          Faço refaço

        Versos dispersos

      Submeto as formas

      Subverto os versos

      A anteface disfarça

      Meu "eu" retorcido.

 Poética Reflexão

   - Felicidade Méia -

   Fitei o firmamento, cujo azul se espelhava no oceano, perdi-me na sua imensidão. Olhei a terra e meus olhos tiveram a embargar-lhes, os montes representando as cadeias de montanhas que, sem que as divisassem, lá estavam se sucedendo, umas após outras, serpenteando-se, elevando-se sempre mais, na ânsia delirante de chegar ao céu, tocá-lo e beijar, tolhendo-me a visão de alcançar o infinito! Votei-me para as profundidades de onde me encontrava, quase nada vi. Transpus-me então até à humanidade, a qual representava no momento. Que decepção!... Não me encontrei, não havia ninguém, ninguém! E eu, que julgava poder fazer comparações! Como? Bem poderia imaginar, se a mais bela criação de Divina, tornou-se insignificante diante da terra e do mar, porque esses em si, permanecem puros...

  (da Antologia Letras Capixabas em Arte Catálogo 2009. Org Maria das Graças Silva Neves)

   

Poema à cidade de Vitória

          - Silvana Soares Sampaio -

 Cantou uma vez Pedro Caetano,

 E com ele, só posso concordar:

 É pedra preciosa, esta pequena ilha,

 Incrustada entre o azul do céu e o verde do mar.

 Salpicados de casinhas penduradas,

  Muitos morros permeiam a cidade,

  Por presépio tem sido decantada,

  E não há como negar esta verdade.

  

 Outrora pequeno presépio a cintilar na ilha,

 Hoje reluz cosmopolita e elegante.

 A natureza sempre mostrou-se generosa,

 Envolvendo Vitória em luz brilhante.

Amanhece e o sol douras suas areias.

 Brilha a espuma no vai-e-vem do imenso mar.

 A noite cai e então tudo se prateia,

 A lua chega, e a Vitória vem saudar.

E se a chuva acinzenta teus recantos,

 Deitando sobre ti brumoso manto

 Não perdes a beleza a que fazes jux

 Transmutam-se apenas as cores da tua luz.

Teus encantos têm a muitos atraído.

 És sereia que seduz os navegantes,

 Desavisados aqui chegam a passeio

 Não conseguem nunca mais ficar distantes.

Sábio foi aquele que um dia,

 Vencendo luta - Vitória a nomeou.

 Honrando o nome, o povo capixaba,

 Em cidade vitoriosa a transformou.

      (da Antologia Escritos de Vitória, tema: Cidade-ilha)