A LITERATURA CAPIXABA EM CENA Imprimir E-mail
Escrito por Karina Fleury   

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Nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1966. Formada em Letras (UFES) e Direito (UVV), é professora da Prefeitura Municipal de Vitória e Mestranda em Estudos Literários (UFES). Publicou, em 2007, "Alma de flor - Maria Antonieta Tatagiba: vida e obra" (com o apoio da Academia Espírito-Santense de Letras e da Secretaria Municipal de Cultura- PMV).
 Tive a alegria de conviver com Karina Fleury no Mestrado em Estudos Literários na Universidade Federal do Espírito Santo e o clima foi sempre de cooperação e amizade. Ela pesquisa a obra da poeta capixaba Maria Antonieta Tatagiba, sobre a qual publicou o livro citado acima e sua defesa aconteceu em Julho deste.

Olá, amigos,

A partir de hoje, a literatura brasileira feita no Espírito Santo ganha mais um significativo espaço para mostrar-se. A convite de minha amiga Esther Torinho, passo a integrar o grupo de colunistas do Verso e Reverso, que completou seu oitavo ano.

 

Por ora, apresento-lhes, sucintamente, o segundo livro de Elizangela Patrocínio, capixaba graduada em Letras- Português (UFES), Via Láctea e outros poemas (abril/2008), o qual tive a honra de prefaciar.

 

É em “Advertência”, o primeiro dos oitenta e dois poemas que compõem Via Láctea, que a poetiza já prepara o leitor menos atento para que, ao entrar nesta seara, o faça sabendo que “na arte tudo é permitido” e, sendo o poeta um fingidor, faz mister que “[...] não se prenda no umbigo/ pois de nada há perfeição”.As palavras germinam neste universo em formação, seja para definir o poema (“o poema não deve ser eunuco”- “Fecundação”); ou o ser poeta (“faço mágica das mais simples/ palavras”- “Sensitivo”); ou, ainda, o fazer poético (“sou poeta/ morro a cada instante”- “Efêmera constância”) e a beleza das imagens poéticas contidas na sucessão de verbos no passado (“Formulou-se/ [...]/ Sossegou-se/ Não por muito tempo”), como no metalingüístico “Tempo de criação”.Além desses temas, Via Látea traça em seu caminho poemas que tratam de expressar as emoções do eu poético diante da vida (“Big Bang” e “Primícias”), do universo (“Cadência” e “Empatia”), de Deus (“Lamento” e “Tradução”), do desejo de liberdade (“Túnica” e “Indolências”) e dos variados modos de amar.Assim, ler Elizangela Patrocício, em Via Láctea, é testemunhar, mais que isso, é ser cúmplice do irromper de uma nova estrela nesta safra de Elisas e Vivianes. Se quiser experimentar uma pitada o que digo, dê uma chegada, aqui mesmo nesta revista, nos CONVIDADOS. Lá, Elizangela Patrocínio nos brinda com alguns de seus belos poemas. E, como a veia poética dessa jovem que lança olhares sensíveis aos (des)mundos que (re)vê não se cansa, em breve, Elizangela nos presenteará com mais uma obra: Cheiro de vida. Karina de Rezende Tavares FleuryMestre em Estudos Literários (UFES) 


Karina Fleury é capixaba. Graduada em Letras (UFES) e Direito (UVV), é professora da Prefeitura Municipal de Vitória e Mestranda em Estudos Literários (UFES). Publicou, em 2007, "Alma de flor - Maria Antonieta Tatagiba: vida e obra" (com o apoio da Academia Espírito-Santense de Letras e da Secretaria Municipal de Cultura- PMV).

 Tive a alegria de conviver com Karina Fleury no Mestre em Estudos Literários na Universidade Federal do Espírito Santo e o clima foi sempre de cooperação e amizade. Ela pesquisa a obra da poeta capixaba Maria Antonieta Tatagiba, sobre a qual publicou o livro citado acima e sua defesa aconteceu em Julho deste.

Maria Esther Torinho