| Flávio Machado |
|
|
| Escrito por Administrator | |
|
Migrações a família a Quinta da Boa Vista desfilando pelos gramados simplicidade
capaz de ressuscitar as múmias do Museu e fazer a gente acreditar em felicidade tudo assim tão transcendental que não acaba nem quando são fechados os portões. A Escada Quando passo pelo Centro do Rio sempre vejo uma escada um caminho interrompido puro abismo
Hoje aprendi com calma que sempre existiu um abismo intransponível entre nós aprendi com a violenta calma dos ignorantes
Hoje aprendi que os abismos são caminhos interrompidos vazios e não preciso mais tentar em vão subir a escada do Centro do Rio a ladeira da Misericórdia resto de morro arrasado resto de esperança abortada. Fuga Vou sair sem dizer nenhuma palavra assim a francesa Como um cão vira-lata como visita de anjo Sem que possas reagir depois virar a primeira esquina e me arrepender . asas a brisa beija a face da amada. Conheci uma espanhola Como na música te amo espanhola o violão de cordas de aço voz desfiada
Vamos atravessar a cidade sem medo da polícia fazendo apostas suicidas
Nos amando como se fosse o último dia das nossas vidas.
Imagem 01 Tudo é velocidade explosão
A luz que nasce de um estrela que morreu a milhares de anos e atravessa a noite espessa do universo
O vaga-lume que ensina o caminho para os asteróides em rota de colisão
O seu olhar que parece me matar ao não ver o amor criando fusão de marés gerando ondas sonoras que se perdem no infinito
A velocidade na viagem na bala que dispara e penetra na luz através da explosão do bulbo da lâmpada é a mesma velocidade dos planetas que se afastam dispersos na longa noite. Fora do foco Quando me vejo examinando fotografias descubro que há certos olhares certos ângulos detalhes que escapam ao olhar mais atento cada cor cada fio cada pedaço do cenário
A vida está fora de foco a vida está fora de nós nas prisões eternas do fotograma nos negativos perdidos pálidos rascunhos da alma
Quando me vejo a descobrir nas fotos algum traço alguma paisagem conhecida mas lembro das senhoras que um dia vi na fotografia de uma praça de Moscou e tento descobrir sobre o que falavam que pensamentos que história havia escondida e simplifico tudo no verso derradeiro mas que diabos faziam cinco senhoras sentadas em banco de praça de Moscou? |


