| Isar Maria da Silveira |
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| Escrito por Administrator | |
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Alfabeto Na folha em branco entre linhas retas, letras tortas, palavras desconexas, verbos desconjugados, tento escrever-te
Como se possível fosse, procuro com o abecedário, em um texto exato, métrico, montar o teu traçado... quase geométrico
Aprisionar-te ali é o meu desejo como se o alfabeto contivesse teu hálito, tua voz, teu jeito, o cheiro de tua pele e o calor do teu abraço...
Ah! Minha imaginação! Essa desvairada... És maior que qualquer palavra. Não cabes em nenhum verbo. Como engaiolar-te no jogo das letras?
Pés e Amor
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